Extensão

O NECTAR  atua em duas formas de atividades extensionistas. A primeira é o curso de criação de abelhas sem ferrão. A outra ocorre através da atuação dos acadêmicos em monitoria de atividades de ensino para tratar de temas relacionados às atividades do núcleo.

MONITORIA

Acadêmicos vinculados ao NECTAR podem atuar em colaboração com docentes de ensino fundamental, médio ou superior. Quando os professores forem tratar de temas vinculados à área de atuação do núcleo, eles podem efetivar o convite para que os acadêmicos participem com eles da preparação e efetivação da aula.

Temas disponíveis: abelhas, apicultura, meliponicultura, insetos, formigas, vespas, cupins, ecologia do comportamento, evolução, seleção natural, entre outros.

 

CURSO DE CRIAÇÃO DE ABELHAS SEM FERRÃO

O NECTAR desenvolve atividades extensionistas na forma de curso de capacitação em criação de abelhas sem ferrão, também chamadas de meliponíneos. As comunidades interessadas em criar abelhas sem ferrão podem entrar em contato com o NECTAR e nós organizamos a realização do curso.

Justificativa para a criação do curso:

Os meliponíneos apresentam características que os credenciam para o atendimento às necessidades sociais das famílias e das comunidades, entre as quais pode ser destacado o fato do mel apresentar diversas características medicinais (DEMERA & ANGERT, 2003; GRAJALES-CONESA et al., 2003; MOLAN, 1992) superiores ao de Apis mellifera (CORTOPASSI-LAURINO & GELLI, 1991) e de possuir sabor apreciado podendo alcançar valor de venda maior (NOGUEIRA-NETO, 1997; VENTURIERI et al., 2003). Além disso, são abelhas dóceis, facilmente manejadas e requerem reduzido investimento para a criação podendo gerar renda não apenas através de produtos como o mel, mas também através da multiplicação e venda de colônias (CÁMARA et al., 2004; NOGUEIRA-NETO, 1997; VENTURIERI et al., 2003).

O conhecimento sobre a criação de meliponíneos, embora antigo, apenas recentemente tem sido estudado e aplicado (Nogueira-Neto, 1997; Roubik, 1989). Grande parte das pessoas que trabalham com as abelhas indígenas sem ferrão ignora a possibilidade de renda oriunda desta prática (SILVA et al., 2004), entretanto, a meliponicultura vem se estabelecendo rapidamente em diversos locais como México, Austrália e Brasil (HEARD & DOLLIN, 2000; IMPERATRIZ-FONSECA et al., 2004; Nogueira-Neto, 1997; Roubik, 1989). Neste último, o estudo e implementação de técnicas de manejo de meliponíneos vêm ocorrendo em diversos pontos. No nordeste brasileiro a meliponicultura está sendo utilizada com sucesso para a manutenção da biodiversidade, bem como para a satisfação das necessidades humanas de alimentação e renda (CÁMARA et al., 2004; IMPERATRIZ-FONSECA et al., 2004).

Na Amazônia, embora as condições ecológicas sejam adequadas para a utilização de meliponíneos em projetos de desenvolvimento social, ainda são incipientes as referências para a criação de abelhas indígenas sem ferrão, sua produção e a comercialização (VENTURIERI et al., 2003). Alguns estudos desenvolvidos no Pará e Amazonas mostram que o manejo de cinqüenta colônias efetivado paralelamente a outras atividades permite uma renda mensal acima dos quatrocentos reais. No Amazonas têm sido utilizadas as espécies Melipona compressipes sp., seminigra sp., rufiventris sp.,  nebulosa e crinita (OLIVEIRA, 2001), enquanto no Pará Melipona flavolineata e fasciculata e Tetragonisca angustula. Contudo, as espécies adequadas, bem como as técnicas de manejo variam para cada micro-região (OLIVEIRA, 2001) o que faz com que em cada local seja necessário identificar as abelhas que ocorrem e desenvolver o manejo adequado. O Amapá ainda desconhece sua fauna apícola, bem como o potencial de uso das mesmas em estratégias de desenvolvimento social.

Os parágrafos apresentados na justificativa para o curso de criação de abelhas foram retirados de: da COSTA, A.J. S. ; PACHECO JUNIOR, P. S. M. ; REIS, R. W. A. ; FRAZAO, R. F. . Abelhas sem ferrão: estratégia potencial de desenvolvimento social no Amapá. In: Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amapá. (Org.). Programas Primeiros Projetos. : Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia – SETEC, 2010, v. , p. 9-28


 

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